puta de onde advém
a meretriz orgulhosa,
consciente da vontade de te Ter.
porque não sei quem És, nem para onde Vais,
com esses olhos encantados das histórias,
que eles me contam…
amo-te no momento em que me dou
ela entregou-se, como eu, à diligência vã
de noites e dias efémeros de um prazer total,
sabendo que a inocência de morrer é um segredo que se guarda no viver!!!
visceral e assassino o pecado que a castrou…
insinua-se
no mal ancestral que nos matou,
e nos dinheiros ou outros dizeres trazendo tão só a amargura.
algozes de capuzes negros,
hipócritas e cínicos perversos
de ofícios santos e diversos,
(menos o prazer brutal
de um deus normal!
e jamais um velho bruxo de pecado, culpa e redenção…)
entram no Albergue,
violaram-na, loucos demónios de sangue,
levam-na então ainda negra e carcomida,
Assembleia dos Justos, igreja dos puros,
o rabi belo e sedutor fala línguas novas só de Amor…
entregam-lhe à adúltera a seus pés,
e num segundo, noutra galáxia explode o mundo!
o jovem renuncia a seu Pai,
repudia qualquer deus ou demónio
e mergulha na paixão daqueles
olhos tristes de amarguras,
onde entrevê sentimentos doces das ternuras…
não perde a face divina de um Filho,
fala em pedras e pecado para a salvar,
com seu poder fatal de Homem e de Deus,
lembrando ânsias justas
de o Mal de s’Eus inimigos esventrar…
à garra homicida de um condenado à cruz,
à noite, depois da paixão daqueles olhos,
ele entrega-se a Maria e tudo é novo
nesse mundo do corpo e dos seus sentidos,
e nada mais daquilo que velhos sábios lhe ensinaram tem sequer nexo ou razão,
naqueles óleos de carícias,
renovas para a sempre toda Fé…
sem culpa, sem dor, sem perdão,
mas numa lógica brutal de sacrifício,
Tu, nazareno, traíste Judas e Madalena pelo
perdão infinito…
triste fica a moça esbelta quando morres no natal,
vai ela vagueando pelo mundo na penumbra da ausência
do menino enamorado e morto,
todas as noites de consoada
lembra-se da vil negação,
da mentira que perpassa o coração imaculado da amizade,
desse medroso Pedro que morreu da mesma forma ao inverso…
então sozinha, no escuro das lágrimas, jura perdão a Paulo
e á sua perfídia de carrasco neófito e ignorante do seu corpo…
(estranho antagonista da carne,
lembra-se da sua inglória morte às mãos do fanático
apóstolo do pecado ou da redenção?)
recorda o triste e mendigo santo
no seu céu de masturbação com culpa!
olha então de novo a sua vulva,
bela e lembra-se da dele que era mesma que agora vê,
sente do prazer de ter Jesus,
na sua cama, no segredo da alcova
que é Sagrada por íntima
que é santa e virginal,
pelo uso que tem, pelo prazer que lhe traz
(e porque nunca houve imaculada Conceição,
já que o filho do Nazareno
se juntou a Maomé
e a paz fundamental
chamou-se Islão…)
Magdla lembra Maria sua, (ou nossa) mãe,
sabe então que morte não triunfa e lembra-se
do tempo antes do divórcio, onde tudo era tão bom
como a Maça que se derrete numa boca de uns lábios volumosos…
e chora as saudades eternas do seu Anjo incolor
então deus abandonado à solidão eterna
lembra-se do seu filho de pecado,
quando por desejo, por sua luxúria
violou Maria com um anjo, enganou José com um sonho e traiu a morte numa cruz…
abandonou seu Filho único no deserto
e como louco fugiu para longe da Inquisição…
ardeu mil vezes num espeto
fez trinta demónios e insuflou sete anjos,
e depois? e Jesus?
por onde anda disfarçado
de pomba ou de sável? na Índia?
esse velho deus bíblico
viu lá longe o seu filho morto..
(depois de ressuscitar, a morte é impossível de salvar…)
agarrou corpo morto da criança faminta
o beijou por amor, por desejo antes da fé…
Iscariotes, por vingança de uma oliveira,
ganhou asas de anjo terrível
e matou esse Deus do pecado, essa Besta do sangue,
que serve o Diabo, velho, triste e acorrentado
com o traiçoeiro Jeová no Tártaro da prisão.
porque quem criou o Mundo para a fome,
e a vida para o mal,
merece todas sete pragas sobre o Nilo
e muito pior anátema que maldição dos Bórgias a penar…
Aton deus simpático como o Sol
engoliu os outros e salvou o deus
de Moisés, de David e dos profetas…
- porque matas…Pai? Por inventaste a morte e a solidão?
pergunta um cristo de perdão,
deus pequenino pede desculpa…
não me mates mais filho… por favor…
não me faças como Zeus fez a Cronos,
nessa luta de tempo e deuses absoluta,
ganham os homens porque morrem se quiserem…
já que o tédio imortal me persegue.
Confesso dormi com tua mãe na mesma cama..
e para a possuir menti juras de Amor…
então nasceste e resolvi matar-te logo…
para ninguém visse os meu pecados,
mandei os magos a Herodes…
e os inocentes reinventaram minha traição ao Homem..
confesso sou cruel e inútil deus de Israel,
sou ciumento, sou bruto e nos Homens vejo meus pecados,
aplaco a minha dor...
eu perdoo-te por seu teu Filho…
e Maria por te amou naquela cópula brutal?
e José, meu pai, que é feito de José?
então o carpinteiro do amor
que tudo dá e não se lembra de receber…
Beja na face esquerda o seu traidor…
e deus morre, por inteiro na sua própria dor.
a amante de desse Deus,
Maria Nazarena vem mostrar
aos mortais a explosão das estrelas,
as danças dos astros…
e a outra amante de tal Filho do Homem
vive com ele na Páscoa e
nos tempos livres da Quaresma…
(Santarém, 25/12/2005)
a meretriz orgulhosa,
consciente da vontade de te Ter.
porque não sei quem És, nem para onde Vais,
com esses olhos encantados das histórias,
que eles me contam…
amo-te no momento em que me dou
ela entregou-se, como eu, à diligência vã
de noites e dias efémeros de um prazer total,
sabendo que a inocência de morrer é um segredo que se guarda no viver!!!
visceral e assassino o pecado que a castrou…
insinua-se
no mal ancestral que nos matou,
e nos dinheiros ou outros dizeres trazendo tão só a amargura.
algozes de capuzes negros,
hipócritas e cínicos perversos
de ofícios santos e diversos,
(menos o prazer brutal
de um deus normal!
e jamais um velho bruxo de pecado, culpa e redenção…)
entram no Albergue,
violaram-na, loucos demónios de sangue,
levam-na então ainda negra e carcomida,
Assembleia dos Justos, igreja dos puros,
o rabi belo e sedutor fala línguas novas só de Amor…
entregam-lhe à adúltera a seus pés,
e num segundo, noutra galáxia explode o mundo!
o jovem renuncia a seu Pai,
repudia qualquer deus ou demónio
e mergulha na paixão daqueles
olhos tristes de amarguras,
onde entrevê sentimentos doces das ternuras…
não perde a face divina de um Filho,
fala em pedras e pecado para a salvar,
com seu poder fatal de Homem e de Deus,
lembrando ânsias justas
de o Mal de s’Eus inimigos esventrar…
à garra homicida de um condenado à cruz,
à noite, depois da paixão daqueles olhos,
ele entrega-se a Maria e tudo é novo
nesse mundo do corpo e dos seus sentidos,
e nada mais daquilo que velhos sábios lhe ensinaram tem sequer nexo ou razão,
naqueles óleos de carícias,
renovas para a sempre toda Fé…
sem culpa, sem dor, sem perdão,
mas numa lógica brutal de sacrifício,
Tu, nazareno, traíste Judas e Madalena pelo
perdão infinito…
triste fica a moça esbelta quando morres no natal,
vai ela vagueando pelo mundo na penumbra da ausência
do menino enamorado e morto,
todas as noites de consoada
lembra-se da vil negação,
da mentira que perpassa o coração imaculado da amizade,
desse medroso Pedro que morreu da mesma forma ao inverso…
então sozinha, no escuro das lágrimas, jura perdão a Paulo
e á sua perfídia de carrasco neófito e ignorante do seu corpo…
(estranho antagonista da carne,
lembra-se da sua inglória morte às mãos do fanático
apóstolo do pecado ou da redenção?)
recorda o triste e mendigo santo
no seu céu de masturbação com culpa!
olha então de novo a sua vulva,
bela e lembra-se da dele que era mesma que agora vê,
sente do prazer de ter Jesus,
na sua cama, no segredo da alcova
que é Sagrada por íntima
que é santa e virginal,
pelo uso que tem, pelo prazer que lhe traz
(e porque nunca houve imaculada Conceição,
já que o filho do Nazareno
se juntou a Maomé
e a paz fundamental
chamou-se Islão…)
Magdla lembra Maria sua, (ou nossa) mãe,
sabe então que morte não triunfa e lembra-se
do tempo antes do divórcio, onde tudo era tão bom
como a Maça que se derrete numa boca de uns lábios volumosos…
e chora as saudades eternas do seu Anjo incolor
então deus abandonado à solidão eterna
lembra-se do seu filho de pecado,
quando por desejo, por sua luxúria
violou Maria com um anjo, enganou José com um sonho e traiu a morte numa cruz…
abandonou seu Filho único no deserto
e como louco fugiu para longe da Inquisição…
ardeu mil vezes num espeto
fez trinta demónios e insuflou sete anjos,
e depois? e Jesus?
por onde anda disfarçado
de pomba ou de sável? na Índia?
esse velho deus bíblico
viu lá longe o seu filho morto..
(depois de ressuscitar, a morte é impossível de salvar…)
agarrou corpo morto da criança faminta
o beijou por amor, por desejo antes da fé…
Iscariotes, por vingança de uma oliveira,
ganhou asas de anjo terrível
e matou esse Deus do pecado, essa Besta do sangue,
que serve o Diabo, velho, triste e acorrentado
com o traiçoeiro Jeová no Tártaro da prisão.
porque quem criou o Mundo para a fome,
e a vida para o mal,
merece todas sete pragas sobre o Nilo
e muito pior anátema que maldição dos Bórgias a penar…
Aton deus simpático como o Sol
engoliu os outros e salvou o deus
de Moisés, de David e dos profetas…
- porque matas…Pai? Por inventaste a morte e a solidão?
pergunta um cristo de perdão,
deus pequenino pede desculpa…
não me mates mais filho… por favor…
não me faças como Zeus fez a Cronos,
nessa luta de tempo e deuses absoluta,
ganham os homens porque morrem se quiserem…
já que o tédio imortal me persegue.
Confesso dormi com tua mãe na mesma cama..
e para a possuir menti juras de Amor…
então nasceste e resolvi matar-te logo…
para ninguém visse os meu pecados,
mandei os magos a Herodes…
e os inocentes reinventaram minha traição ao Homem..
confesso sou cruel e inútil deus de Israel,
sou ciumento, sou bruto e nos Homens vejo meus pecados,
aplaco a minha dor...
eu perdoo-te por seu teu Filho…
e Maria por te amou naquela cópula brutal?
e José, meu pai, que é feito de José?
então o carpinteiro do amor
que tudo dá e não se lembra de receber…
Beja na face esquerda o seu traidor…
e deus morre, por inteiro na sua própria dor.
a amante de desse Deus,
Maria Nazarena vem mostrar
aos mortais a explosão das estrelas,
as danças dos astros…
e a outra amante de tal Filho do Homem
vive com ele na Páscoa e
nos tempos livres da Quaresma…
(Santarém, 25/12/2005)
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