Longe vão as memórias
desses tempos,
longe morreram os mártires,
dessas fés
e mais longe perecem as crenças
dos que crescem na ausência
do sangue dos vencidos.
Lutas Tu ainda? Dormindo aí
sozinho ao relento...
porquê? para quê?
Se o Maio
não existe nestas terras?
Gritas ainda contra os monstros,
porquê?
Se se calaram as bigornas
e já não haverá mais foices nas searas,
só o som de silêncio dos algozes.
Tombado, cansado e caído resistes ainda...
dizes Não!!!
E a resposta, para o bem e para o mal,
é a eterna acumulação de capital,
porque jamais houve Maio nestas terras!
(Coimbra, 7/12/2003)
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