sexta-feira, outubro 25, 2013

flores secas


as promessas
que ficam pela metade,
os amores que 
ficaram por fazer,
os livros
que nunca acabarás
de ler
e todas as outras 
estórias por escerver
estão ali
atrás daquela esquina, 
numa das dobras do tempo.

nesse lugar,
vivem esquecidos
outros sonhos e
aventuras,
velhos segredos 
e ternuras
que nunca deixas
de sentir. 

são flores mortas,
sagradas pelo luar, 
enfeitiçadas pelas bruxas, 
marcando, como folhas secas, 
as páginas da tua vida. 

ilustração:
Autumn Leaves
de John Evert Millais
1856

poema por:
 Miguel Raimundo
19/02/2011, (23h54),
Santarém

2 comentários:

Joana C. Silva disse...

Adoro os poemas que publica!

José Raimundo Noras disse...

Muito obrigado! Tenho andado ausente deste blogue, mas o seu interesse e comentários constituem um estímulo para este "ofício de poeta".
Abraço
MR