as promessas
que ficam pela metade,
os amores que
ficaram por fazer,
os livros
que nunca acabarás
de ler
e todas as outras
estórias por escerver
estão ali
atrás daquela esquina,
numa das dobras do tempo.
nesse lugar,
vivem esquecidos
outros sonhos e
aventuras,
velhos segredos
e ternuras
que nunca deixas
de sentir.
são flores mortas,
sagradas pelo luar,
enfeitiçadas pelas bruxas,
marcando, como folhas secas,
as páginas da tua vida.
ilustração:
Autumn Leaves
de John Evert Millais
1856
poema por:
Miguel Raimundo
19/02/2011, (23h54),
Santarém

2 comentários:
Adoro os poemas que publica!
Muito obrigado! Tenho andado ausente deste blogue, mas o seu interesse e comentários constituem um estímulo para este "ofício de poeta".
Abraço
MR
Publicar um comentário