Num dia perdido, numa tarde ausente,
Moisés viu uma sarça ardente,
o fogo com ele falou
e a Árvore disse presente.
O fogo coisas de Deus narrou,
destrinçando o Ser do Nada,
a Árvore deu-lhe por armas
um cajado e a Palavra.
Moíses falou a seu povo
com tal cajado de esperança,
o caminho da liberdade
foi forjado nas vinganças.
Durante muitas noites
no Egito não se viveu,
entre as setes pragas dos céus
o filho do Faraó morreu.
O rei dos muitos deuses
abandonou-se à vontade
desse tal fogo ardente,
em busca de nova verdade.
A meio caminho já iam
Moisés, seu povo e um cajado sagrado
Faraó de ideias mudou
armando exército irado.
Dizem que o mar estremeceu,
ante a Palavra de Deus,
ficando vermelho do sangue
de quem inocente morreu.
Entre trovões e geada
Moisés subiu no monte
trazendo nova lei sagrada.
O povo claudicou na liberdade conquistada
adorou bezerro d'oiro,
esquecendo a Fé antiga, a verdade sagrada.
Moisés com seu cajado
trouxe nova tormenta
ao povo por deus amado.
Mil noites no deserto
mil dias de perdição
e diáspora eterna
longe da salvação.
Assim, Moíses que trouxe
nova aliança,
em arca de ouro forjado
foi ainda,
Mosés das vinganças,
de uma ira a
Deus consagrada.
por M'alak N'aura
07.2012




