como nas trovas de outrora
o fim, a fome e a peste.
fossem agora as trombetas
fosse enfim o Juízo,
quando virão os cometas?
quando fazer o que é preciso?
e todos unidos no medo, na dor,
no fitar da morte em segredo.
mesmo assim, insiste a guerra
em não sair do cavalo,
em não deixar nossa Terra.
e tudo unido no medo,
tristeza segura na certeza de que hoje
morreu alguém mais sozinho do que ontem,
quase como se antes de um segredo,
nunca morresse ninguém...
pudesse a fome sumir, pudesse a guerra acabar?
tudo fica mais perto, tudo ficava mais bem,
como aos vivos nos convém,
nessas cores dos arcos-íris,
nessa vontade da vida
enfim... a morte, a peste pandémica
todos unidos no medo, todos sofrendo a dor,
para quando toda essa cor?
todos e mais todas unid@s no amor.
o fim, a fome e a peste.
fossem agora as trombetas
fosse enfim o Juízo,
quando virão os cometas?
quando fazer o que é preciso?
e todos unidos no medo, na dor,
no fitar da morte em segredo.
mesmo assim, insiste a guerra
em não sair do cavalo,
em não deixar nossa Terra.
e tudo unido no medo,
tristeza segura na certeza de que hoje
morreu alguém mais sozinho do que ontem,
quase como se antes de um segredo,
nunca morresse ninguém...
pudesse a fome sumir, pudesse a guerra acabar?
tudo fica mais perto, tudo ficava mais bem,
como aos vivos nos convém,
nessas cores dos arcos-íris,
nessa vontade da vida
enfim... a morte, a peste pandémica
todos unidos no medo, todos sofrendo a dor,
para quando toda essa cor?
todos e mais todas unid@s no amor.
(c) Miguel Raimundo,
Santarém (PT), 6/04/2020
O Triunfo da Morte
Pieter Bruegel, "o Velho",
c. 1562, óleo sobre madeira
Museu del Prado (Madrid, ES)

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