segunda-feira, janeiro 25, 2021

temperança

viver na velha iluminura

sem toque, sem desejo

quase fome, porém lisura.

nem tão só o doce bejo,


sobra à mesa da fartura

ignora sem qualquer pejo

dos manjares a formusura,

das delícias a ventura. 


nos entretempos em jejum,

suplica benévola candura:

alma santa, sem tonsura. 


da água sobeja frescura

corpo mole ou a pedra dura?

sem saudade, nem mesura. 


Santarém, 15/07/2018, 10h25

Do livros "Sete poemas (s) em pecado Treze virtudes (s)em poesia"

Sem comentários: