viver na velha iluminura
sem toque, sem desejo
quase fome, porém lisura.
nem tão só o doce bejo,
sobra à mesa da fartura
ignora sem qualquer pejo
dos manjares a formusura,
das delícias a ventura.
nos entretempos em jejum,
suplica benévola candura:
alma santa, sem tonsura.
da água sobeja frescura
corpo mole ou a pedra dura?
sem saudade, nem mesura.
Santarém, 15/07/2018, 10h25
Do livros "Sete poemas (s) em pecado Treze virtudes (s)em poesia"
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