
A sueca abandonada sobre a mesa
sorri,
e de soslaio promete
vãs glórias e fortunas.
- O trunfo é copas!,
grita alguém, ao fundo do bar,
levantando-se sozinho,
sem rival e sem par.
Entre o café aromático
e a náusea do cigarro,
soltou-se a Manilha
fez parelha com um Ás,
- Aí! Que nem de livrar és capaz!
Abandonada sobre a mesa
a sueca adormeceu,
sonhando baixinho
promete-nos mais jogos e prazeres.
Finda a noite,
ainda um Joker
trapaceiro, pisca o olho àquela Dama,
mas isso são outros tantos,
já nem são cartas deste baralho.
14/08/2007(03h33), Foz do Arelho
© Miguel Raimundo
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