A vida é meio-tempo.
É uma espécie de metade
de laranja,
cujo sumo
nunca
chega para
encher o nosso copo.
quando abandonas os
sonhos
chamam-te senhor
afiançam-te que tens lugar
no palácio dourado da ambição,
mas o correr dessas horas
traz tão só
o fundo de outro copo
vazio.
Sobram destroços e náufragos como
miragem de felicidade,
sobram os amigos e as amantes ou
quase tentações de liberdade.
Por fim, procuras sempre
a outra metade da laranja,
com esses gomos de sonhos
de onde se espreme o sumo dos dias.
por Miguel Raimundo
23/05/2010 (15h30) - Santarém/Pontével
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