corrupio de formigas
num vão escada
que percorre, incessante,
a vacuidade
do segundo.
corrupio transparente
de horas vãs,
tarefas urgentes,
ao café da manhã.
corrupio de andorinhas
de outras terras
distantes,
que te olham com o desdém
e a placidez dos viajantes.
corrupio preto e branco
das horas em que morreste,
dos tempos frios e incessantes,
dos dias que não regressam.
corrupio de lamentos
nas 12 voltas dos ponteiros.
Miguel Raimundo
18/06/2009 (02h37), Santarém

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