No
chão da fogueira
sete
bruxas, a trinta e três vozes,
gritaram:
- Morte! Pelas chamas da ira,
pelo poder da vingança!
Jura
primeira.
Duas
ciganas e um velho jucundo,
nos
areais de Belém, agoiram ao
veleiro,
uma sina malvada
que
ainda aqui vem!
Jura
segunda.
Um
deus morto e traiçoeiro,
quis
para si um reino inteiro
(o
de Seu Filho.) Mandou padre seu
para
o deserto e nem lá morreu...
Promessa
terceira.
Dois
monges loucos, mais seu Francisco
juraram
à flor de Rosa
seus
intentos. Só um Mundo
tem
mais idades do que os Ventos!
Promessa
quarta.
Um
jovem virgem morre desterrado,
dois
reis magos o esfaquearam,
Últimos
e Imperadores o imitaram.
(Ele
nem foi enterrado), mas O Imã permanecerá oculto.
Promessa
divina.
Na
praia e no céu,
nos
telhados dos mundos,
um
padre ao fundo da sala
quebrou
as grilhetas e viu o Futuro.
Promessa
quinta.
Oceanos
de segredos,
contados
sem medo, sem fio e sem lira.
Por
meio de sorrisos de mortos sortidos
Nefastas
verdades, com fogo no alto, trouxeram ao mundo.
Promessas
de Sorte, promessas da Morte!
Um
poeta mitómano voltou à Pátria,
dois
doidos juraram sua raiva vã.
O
pintor morreu de morte torcida,
Portugal
renasceu com cravos na mão.
Promessa
esquecida.
Guerras
fatais e danças no Sol
deuses
zangados quiseram criar.
Profetas
hebreus, de mortes só suas,
gritaram:
- Perdão!
Palavras
de Deus e da Salvação.
Islão
é a busca que santo cristão
sonhou.
Na cela do quarto
uma
Rosa lhe sussurrou:
- Ainda há-de vir a idade da
Paz.
Juras
de Deus.
2 comentários:
gosto muito, pá. continua a escrever, também vais ser reconhecido por este trabalho.
Grato pela crítica e pelo incentivo Acho que foi a segunda deste blogue... Nem tinha porque não vi o alerta do comentário na altura devida. Porque onde andas nestes dias? Vê nos encontramos por aí um dia destes. Abraço.
MR
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