domingo, março 30, 2025

Carta de Amor a Florbela

Ser poeta não sina, é maldição,

entre a poesia e a quinina,

escolheste a vida e a paixão

ser poeta é ser mulher...

 

como quem beija uma flor,

este príncipe «de quem e de além dor»

é viver nas trevas da luz, no frio do calor.

fazer da noite o teu eterno dia...

 

fazer da sorte sôfrego azar, na vida buscar a morte,

no seu gentil regaço, como um sorriso 

que se liberta do cansaço

 

ser poeta é Ter aqui nestes versos de ternura,

nunca te deixar morrer em tal verdura,

e ainda para além do tempo, consolar teu sofrimento.

 

© Miguel Raimundo

30/03/2025 (08h00)

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