Naquele tarde de verão eras tu Tobias
e senti o Anjo, falei com o vento,
vi um Arcanjo, asas tisnadas de sol,
corpo pleno de mar, ergue o momento
em clamor, para de sete pragas
ao humano salvar.
Naquele tarde de areia, era eu criança
e tu o Anjo?
Naquele peixe o fel,
naquele fumo o amor,
naquele mar a promessar,
de respeitar a nossa dor.
Naquela brisa da duna
senti o valor da Fé
vi ao Arcanjo nas nuvens,
com fogo quente em meus pés.
Era tarde, era dia, era noite, era alegria,
falhou-me a força do crer, o juramento traí
para sempre no mar me
banhei,
àquele Anjo não mais
vi.
Naguib N’aura
Foz do Arelho (10/06/2023), 00h26
sec. XVII
Bartolomé Esteban Murillo (1617–1682)
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_(arcanjo)
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