quinta-feira, junho 05, 2025

Pinheiro Manso na Aurora

Pinheiro Manso na Aurora

               Ao meu irmão Pinheiro Manso

Lembrando o prédio do fundo de Sidónio M.

O Pinheiro que está no fim,

todos os dias chama por mim.

Nos ramos centelhas de Deus,

nas raízes o Reino dos Céus.

 

Asas de anjo negro,

espada de luz a brilhar,

peste, castigo e degredo,

por a humanidade iluminar.

 

O Pinheiro que está no fim,

no ermo espera por ti:

vive a tua paixão,

emenda caminhos

perdoa a traição.

 

O Pinheiro que está no fim

pouco sabe da morte,

senhora do gosto agridoce,

vulto sinistro e contente,

na demanda de toda a mente.

 

Se a vires nas encruzilhadas,

nos caminhos nas estradas,

diz-lhe ontem, agora e amanhã,

diz-lhe sempre: hoje não!

 

© Miguel Raimundo

2 de junho de 2025 7h45 / 3 de junho de 2025, 10h40 

(viagem Póvoa da Isenta / Fonte Boa / Hospital Distrital de Santarém) 



Foto de RW. Azinheira junto ao forno de cal e ao Pinheiro Manso



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