Pinheiro Manso na Aurora
Ao meu irmão Pinheiro Manso
Lembrando o prédio do fundo de Sidónio M.
O Pinheiro que está no fim,
todos os dias chama por mim.
Nos ramos centelhas de Deus,
nas raízes o Reino dos Céus.
Asas de anjo negro,
espada de luz a brilhar,
peste, castigo e degredo,
por a humanidade iluminar.
O Pinheiro que está no fim,
no ermo espera por ti:
vive a tua paixão,
emenda caminhos
perdoa a traição.
O Pinheiro que está no fim
pouco sabe da morte,
senhora do gosto agridoce,
vulto sinistro e contente,
na demanda de toda a mente.
Se a vires nas encruzilhadas,
nos caminhos nas estradas,
diz-lhe ontem, agora e amanhã,
diz-lhe sempre: hoje não!
© Miguel Raimundo
2 de junho de 2025 7h45 / 3 de junho de 2025, 10h40
(viagem Póvoa da Isenta / Fonte Boa / Hospital Distrital de Santarém)

Sem comentários:
Enviar um comentário