desejo
absorto nesse teu seio,
suspirando
por ti, por outro meio.
viver
dos outros a vacuidade,
a
beleza, a fortuna, a sageza: tudo odeio.
este
mal de inveja alheio,
doença
que alastra ao mundo cheio,
num
terror secreto e sem idade:
um
esgar de guerra, um olhar feio.
é
tua ou minha a propriedade?
pois
o “reino do ter” é vosso esteio.
a
vida e o ser podem ser freio,
desse
luxo perene da vaidade,
sem
dor, sem morte ou outro anseio
da
sorte dos outros que te não proveio.
MR
Balancho/Santarém, 28/06/2015(23h45)

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